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Mídia |
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Notas e Notícias |
A FONOaudiologia ESTÉTICA da
face,
campo recente de atuação da motricidade estética
orofacial,
vem crescendo e se tornando notícia na mídia.
Destacam-se, recentemente:
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Guia
da Semana |
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Vícios de
expressão
Sabia que dá para
prevenir e atenuar os sinais da idade com
musculação? Calma, não é precisa correr para nenhuma
academia. A idéia é apostar na fonoaudiologia
estética!
Por Pamela Cristina
Leme
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Como se as conseqüências da
idade, a busca da
alimentação balanceada e as
agressões externas (como
mudanças bruscas de
temperatura, poluição, fumo,
álcool e sol) não fossem o
bastante para interferir no
aparecimento das rugas,
também é preciso atenção na
respiração, na mastigação,
na deglutição, na sucção e
na fala. Isso porque a forma
como os músculos faciais são
usados tem papel importante
na busca pelo
rejuvenescimento facial. E
muita gente usa tudo errado.
A boa notícia é que quem não
tem grana para investir em
tratamentos dermatológicos
ou cirurgias plásticas pode
contar com uma alternativa
barata, saudável e bastante
eficiente: a
fonoaudiologia estética.
Por isso, pode começar a
relaxar esse rosto
preocupado. |
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Segundo a fonoaudióloga
Paula Brito, essa é uma
modalidade nova no Brasil
(tem sido praticada há cerca
de seis anos) e consiste em
ensinar o paciente a
exercitar, alongar,
tonificar e relaxar a
musculatura facial. Além de
ser imprescindível no
trabalho conjunto com
dermatologistas e cirurgiões
plásticos, esse procedimento
também funcionam muito bem
de forma independente. "A
fonoaudiologia estética tem
grande importância na
prevenção ao aparecimento de
marcas e rugas na face,
sejam elas de expressão ou
de flacidez muscular",
explica a médica.
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Ela ressalta que um dos
principais fatores
responsáveis pelas marcas ao
redor da boca, por exemplo,
é a contração exagerada dos
músculos dessa parte do
rosto. A tensão muscular
marca a pele e facilita o
aparecimento das rugas na
região, bem como podem fazer
surgir o chamado "bigode
chinês" (presença de sulco
entre o nariz e o queixo). O
grande vilão para o
surgimento desses sinais
pode ser o movimento mal
feito na hora de mastigar,
respirar, engolir e até
falar - e as mulheres são as
que mais cometem esse erro,
garante Paula.
Outro processo bastante
comum acontece entre quem
contrai o nariz para dar
risada. |
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"Algumas pessoas fazem
aquela cara de cheiro ruim
na hora de rir e criam
linhas de expressão
desnecessárias na área do
nariz, quando o músculo
risório é o único que deve
ser usado", aponta.
Um dos casos mais comuns de
vícios de expressão diz
respeito às pessoas que
parecem estar sempre sérias
ou mal-humoradas. "Recebo
muitas clientes na minha
clínica que reclamam sobre
como os outros as consideram
chatas e fechadas, quando
não são nada disso", conta
Paula. Esse problema
acontece porque certos
indivíduos manifestam as
angústias forçando os
músculos da testa, o que
desenvolve rugas retas na
área, além de franzirem a
região das sobrancelhas.
Alguns ainda têm essa mania
porque se acostumaram a
imitar a expressão de alguém
com quem conviveram durante
muito tempo.
Maratona facial |
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A idéia das sessões de
fonoaudiologia estética,
portanto, é ensinar a
relaxar os músculos, bem
como tonificar aqueles que
não são tão usados, para que
escapem da flacidez. Assim
como no resto do corpo, não
é bom que a musculatura do
rosto fique fortalecida ou
flácida demais. A escassez
ou o excesso de mímica
facial pode provocar o
desgaste de fibras elásticas
e colágenas, o que leva ao
aparecimento de marcas de
expressão.
Por isso, é preciso buscar o
equilíbrio. "Essa
fonoaudiologia destina-se a
indivíduos que procuram
evitar procedimentos
invasivos (por apresentarem
dor, problemas com
coagulação ou alergia),
também nos casos pré e
pós-cirúrgicos de face, além
daqueles que buscam
qualidade de vida e mudança
de hábitos", enfatiza a
fonoaudiologista Ana Paula
Arduino Meirelles.
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De acordo com a médica, o
tratamento consiste em
sessões semanais de 45
minutos à uma hora, na qual
são feitos movimentos para
soltar, alongar e aquecer a
musculatura facial, seguidos
de manipulação e exercícios
indicados para cada caso.
Mulheres e homens com idade
a partir dos 25 anos podem
procurar esse procedimento,
já que a partir dessa idade
a pele começa a diminuir a
produção de colágeno e
elastina, o que compromete o
fortalecimento e a
sustentação da face. Ainda
assim, a fono estética
garante resultados para
pessoas de qualquer idade.
"Tenho uma paciente de 74
anos de idade", afirma Paula
Brito.
Mudança de hábitos |
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O resultado depende muito do
tipo de pele e também da
idade de cada um, mas após
oito sessões já é possível
perceber melhora na
aparência. O tratamento
costuma levar de três a seis
meses e pode substituir ou
adiar a plástica ou o uso de
substâncias como a toxina
botulínica (mais conhecida
pela marca Botox). Vale
mencionar que o tratamento
fonoaudiológico jamais
exclui a necessidade do
acompanhamento
dermatológico. "Pelo
contrário, o acompanhamento
multiprofissional favorece o
aparecimento de resultados
mais satisfatórios", lembra
Ana Paula. Em alguns casos,
pede-se ao paciente que
realize alguns cuidados em
casa, como a realização de
exercícios que contribuam
para a prática adequada de
manipular a face enquanto
utiliza hidratante, escova
os dentes ou se alimenta.
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Conforme defende a médica, o
sucesso do processo
terapêutico não está só na
conquista atingida em
consultório, mas na
motivação e postura do
paciente em seguir as
orientações recomendadas e
na mudança dos hábitos
deletérios. O preço das
sessões varia entre R$ 80,00
e R$ 150,00.
Fotos ilustrativas:
Stock.XCHNG |
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FONOAUDIOLOGIA E DERMATOLOGIA: UM TRABALHO CONJUNTO
E PIONEIRO NA SUAVIZAÇÃO DAS RUGAS DE EXPRESSÃO
FACIAL
Speech pathology and dermatology: conjoined and
pioneer work in the softening of facial expression
wrinkles
Magda Zorzella Franco
Luciane Scattone
RESUMO
Este artigo tem por objetivo
relatar, a partir de um estudo de caso,
como se iniciou o trabalho de
Motricidade Oral diretamente relacionado
à suavização das rugas de expressão
facial, bem como a parceria entre as
áreas da Fonoaudiologia e da
Dermatologia. Percebeu-se, através desse
estudo, a existência de um estreito
relacionamento entre as marcas/vincos de
expressão e o uso que se faz ao longo do
tempo da musculatura orofacial. Diante
dessas constatações, iniciou-se um
trabalho conjunto, visando a prevenção e
a diminuição dessas rugas, através do
reequilíbrio das funções estatognáticas
e do relaxamento da musculatura.
UNITERMOS: Rugas de expressão;
estética facial; funções
estomatognáticas; fonoaudiologia;
dermatologia.
ABSTRACT
Starting from a case study, the
aim of this article is to give an
account of how the oral motricity work
has begun directly related to the
softening of facial expression wrinkles,
as well as a partnership between the
Speech Pathology and Dermatology areas.
Through this work, it was noticed the
existence of a straight relationship
between the expression marks and
wrinkles and the use of the orofacial
muscles throghout time. Due to these
verifications, a conjoined work has been
started, seeking the prevention and/or
decrease of wrinkles through the balance
of oral motor functions and muscle
relaxation.
KEY WORDS: Expression wrinkles;
facial estetic; oral motor functions;
speech pathology; dermatology.
INTRODUÇÃO
A busca pela beleza e pela
juventude tem sido uma constante em
todas as culturas da história humana.
Manter uma boa aparência e não
envelhecer são conceitos cultuados desde
as mais remotas civilizações e hoje em
dia estão cada vez mais valorizados.
A humanidade tem estudado a
respeito de sua aparência por milhares
de anos, sempre com relação íntima entre
o físico e o espiritual.
Etcoff (1999), quando analisa a
natureza do belo, coloca que inúmeras
são as definições de beleza no decorrer
do tempo e todas ligadas ao contexto
antropológico do momento. Para os gregos
antigos a beleza era vista como um sexto
sentido. Para artistas como Leonardo da
Vinci, a beleza residia na simetria.
Platão acreditava que a beleza tornava
visível o espiritual; explicou o
estranho poder da beleza, sua misteriosa
capacidade de despertar a beatitude
estética. A beleza desperta um desejo
sem limite de ver e imaginar uma forma
humana ideal.
Nenhuma definição, no entanto,
capta inteiramente o seu significado.
Não se pode limitar a beleza e a
estética à harmonia estrutural e
equilíbrio absolutos, mesmo porque
pessoas que não são fisicamente
perfeitas podem ser consideradas bonitas
por outras características.
Pode-se dizer inclusive que
beleza e juventude são uma questão de
“estado de espírito”, independentes da
idade e totalmente vinculados ao mundo
interior de cada um. Relacionam-se com a
auto-estima, refletem o equilíbrio das
emoções, a saúde fisicomental e revela a
fundo a natureza da alma humana.
No entanto, todo o indivíduo
procura ter uma aparência que agrade a
si próprio e aos que estão ao seu redor.
Cuidar-se externamente é uma forma de se
sentir bem (ou melhor) em sua vida. Sob
esse aspecto, vale acrescentar que um
toque de vaidade é necessário para que o
indivíduo cuide de “si próprio”, “de seu
corpo”, “de sua alma” e “de sua saúde”.
Beleza, juventude e vaidade , portanto,
caminham juntas.
Ultimamente a busca pela
estética tem levado as pessoas a se
preocuparem em demasia com sua
aparência. Valoriza-se muito uma face
bonita, jovem e cuidada.
Segundo Macedo (1998), nos
últimos anos, a preocupação com o
envelhecimento facial tem se tornado
crescente em face da maior longevidade
do indivíduo e dos avanços da medicina.
Por ser a face altamente
valorizada como o segmento corpóreo mais
representativo da pessoa e como centro
das atenções para uma busca estética, a
sua alteração, com a chegada da velhice
traz inúmeras preocupações (Madeira,
2001).
O aparecimento das rugas de
expressão facial assusta, incomoda,
chegando muitas vezes a ser motivo de
angústia. Com o avanço da idade a
história do indivíduo vai sendo gravada
em sua face. Indiscutivelmente não
existe um local onde o tempo deixa mais
marcas...
Verdadeiros milagres são
produzidos para tornar uma face estética
e bela (Madeira, 2001). Inúmeros são os
profissionais que ao colocarem em
prática suas especialidades estão
colaborando também com essa busca
pessoal incansável por uma face mais
bonita. Dentistas, ortodontistas,
bucomaxilofaciais, cirurgiões plásticos,
dermatologistas, oftalmologistas,
esteticistas e outros desenvolvem
métodos preventivos e corretivos que
buscam auxiliar o equilíbrio facial.
A Fonoaudiologia, através da
Motricidade Oral, também acaba por se
preocupar com este aspecto. Ao trabalhar
com os indivíduos portadores dos mais
variados distúrbios orais miofuncionais,
buscando modificar posturas, aprimorar
funções e alcançar equilíbrios orais
mais satisfatórios, obtém como
resultante também uma face esteticamente
mais harmoniosa.
O que se pretende enfocar
através deste artigo é o início do
trabalho fonoaudiológico diretamente
ligado às questões da estética, da
beleza e do antienvelhecimento (ou
rejuvenescimento) numa parceria com a
área dermatológica.
Através do caso clínico que será
relatado a seguir, procura-se demonstrar
de que forma o fonoaudiólogo pode
colaborar na suavização das rugas de
expressão facial e em que circunstâncias
esse trabalho se desenvolve.
CONTEXTO DERMATOLÓGICO
As rugas de expressão facial são
conseqüência de contrações musculares
repetidas e poderão variar sua
distribuição e intensidade de acordo com
a idade, raça e tempo de exposição solar
da pele.
Os tratamentos feitos no
decorrer dos últimos anos incluem a
cirurgia plástica convencional; peelings
químicos; preenchimentos; laserterapia e
aplicação da toxina botulínica tipo A.
Serão citadas, a seguir, as
técnicas empregadas no consultório
dermatológico especificamente para esse
caso em questão.
1 - Peelings
É a aplicação de um ou mais
agentes químicos esfoliantes com a
finalidade de promover uma descamação
(superficial, média ou profunda).
Foram utilizados peelings
seriados de ácido retinóico na
concentração de 1% a 5%. (Cucé et at.,
2001).
2 - Técnica de preenchimento
Esta técnica visa preencher
sulcos e depressões (rugas, cicatrizes).
Foi utilizado o ácido
hialurônico pela facilidade de não
necessitar de testes prévios, devido ao
baixo índice de reação local e por
permanecer no organismo em torno de oito
meses.
3 - Toxina botulínica do tipo A
É uma neurotoxina produzida pela
bactéria anaeróbica Clostridium botulium,
que aplicada no músculo atua sobre a
placa motora inibindo a liberação de
acetilcolina e a conseqüente contração
muscular.
Utilizada inicialmente, por A.
Scott, oftalmologista, em 1980, no
tratamento de estrabismo infantil,
apenas em 1992 começou a ser usada para
a estética facial. Embora ainda sejam
controvertidas as opiniões sobre os
locais da face em que ela deve ser
utilizada, sua indicação mais freqüente
é para o terço superior da face (regiões
frontal e periorbital), com duração em
torno de quatro a seis meses.
A respeito de sua aplicação na
região perioral, acredita-se que por ser
a boca responsável por tantas funções
que dependem dessa musculatura, seu uso
deveria ser restrito ou evitado (Ascher,
1995; Carruthers Carruthers,1998).
HISTÓRICO DERMATOLÓGICO DO CASO
Sexo feminino, 35 anos, branca,
professora, em tratamento estético há um
ano para manchas e rugas periorbitais,
frontais e principalmente periorais.
Foi submetida a dois peelings
superficiais para clarear as manchas e
revitalizar a pele. Também fez uso da
aplicação da toxina botulínica na região
frontal e periorbital, com excelente
resultado.
Na região perioral foram
realizados dois preenchimentos do sulco
nasolabial e das rugas com ácido
hialurônico de média viscosidade.
Notou-se, porém, a formação de cordões
sobre os vincos pré-existentes causados
pelo produto, intensificando as rugas.
A paciente apresentava rugas bem
definidas ao redor da boca em repouso e
falava contraindo os lábios para frente
proporcionando sulcos vincados, bem
aparentes, talvez justificados pela
profissão que ela exerce. O modo de
falar da paciente e a contração muscular
exagerada, que a paciente fazia para se
expressar verbalmente, foram os motivos
que levaram a dermatologista a solicitar
ajuda da fonoaudióloga.
CONTEXTO FONOAUDIOLÓGICO
A - Dados do paciente:
Sexo feminino, 35 anos e 5
meses, casada, mãe, profissional atuante
da área da Educação (professora)
B - Descrição do caso:
A paciente recorreu à
intervenção fonoaudiológica em setembro
de 1998 por indicação da dermatologista,
com a queixa de apresentar vincos
sulcados ao redor da boca.
Na anamnese a paciente referiu
não apresentar hábitos orais, não fumar,
mastigar apenas do lado direito, fazer
dieta alimentar usando alimentos com
pouca dureza, falar muito socialmente e
especialmente durante o trabalho, quando
necessita ser muito expressiva. Já
apresentou muita tensão na região
cervical, que foi controlada por
tratamento fisioterápico (RPG).
Mencionou estar trabalhando muito nesse
período do ano quando aumentam as
exigências e demandas em seu emprego.
Através da avaliação da
Motricidade Oral (exame miofuncional
baseado em Altman (1987), Felício (1994)
e Marchesan (1997), contatou-se as
seguintes características:
- Contração exagerada dos
músculos da face, com ênfase no
orbicular da boca e risório, tanto em
repouso como em movimento.
- Articulação exacerbada com
protrusão excessiva do músculo orbicular
da boca durante a fala; presença de
vícios de expressão durante o diálogo
(ex. hum! hum! com contração do
risório).
- Mastigação unilateral direita,
com pouca rotação e força. Inexistência
de impedimento no uso do lado esquerdo.
- Assimetria da musculatura das
bochechas com hipofunção do lado
esquerdo, por não haver trabalho
mastigatório desse lado.
- Abertura de boca com ruído de
ATM, sem dor, sugestiva do uso intensivo
do lado direito durante a mastigação.
- Deglutição com contração
perioral abusiva e excesso de movimentos
associados (olhos e testa).
- Postura de língua adequada
tanto em repouso como na função da
deglutição;
- Respiração nasal.
- Arcada em classe I e tipologia
facial média.
C - Conduta terapêutica:
Após discussão do caso com a
dermatologista propôs-se um planejamento
terapêutico específico, com o objetivo
geral de “relaxar” a musculatura dos
terços médio e inferior da face. Essa
abordagem priorizou diminuir a contração
exagerada desses músculos visando desta
forma aliviar essa região. Segundo
Madeira (2001), a contração dos músculos
da face movimenta a área da cútis, à
qual estão fixados, produzindo
depressões em forma de linha ou fossa
que com o passar do tempo se transformam
em pregas ou rugas. Partindo desta
idéia, procurou-se enfocar o trabalho
com relaxamento e alongamento da região
oral e perioral, somado ao reequilíbrio
das funções estomatognáticas, como forma
de suavizar o hiperfuncionamento dessa
musculatura, evitando, desta maneira, a
continuação do processo de formação de
rugas.
A terapêutica teve início
através do trabalho de orientações
básicas e conscientização, informando a
paciente sobre o funcionamento adequado
das estruturas orais e das funções
(mastigação, deglutição e fonação) bem
como de posturas a serem modificadas.
Mostrou-se também à paciente a
importância de perceber e diminuir o
excesso de tensão ao redor da boca,
despertando seu interesse por alcançar
um novo padrão. Solicitou-se que
mantivesse esse controle em seu
dia-a-dia. Para Marchesan (1993), à
medida que o paciente aprende e partilha
com o terapeuta sobre o funcionamento
das estruturas orais, discutindo o
trabalho e sobre si próprio, as
modificações ocorrem de forma natural.
É importante o terapeuta
reproduzir o que a pessoa faz, a fim de
lhe dar maior clareza, espelhando seus
movimentos, para que possa
reconhecê-los. Ao comparar os padrões,
reconhecendo diferenças e novas
possibilidades, mudanças vão ocorrendo e
novos equilíbrios vão sendo alcançados (Felicio,
1994). Foram dadas orientações
referentes a mudanças na alimentação,
principalmente no que se refere à
consistência dos alimentos, enfatizando
a importância dos alimentos com maior
dureza. Essas orientações básicas que
incluíram também cuidados com a pele e
com fatores que colaboram com seu
envelhecimento (citados mais adiante)
deram o suporte necessário para a
continuidade do processo.
Em seguida, abordou-se um
trabalho composto por massagens,
alongamentos e movimentos específicos
(que serão a seguir exemplificados),
visando aumentar a propriocepção e a
circulação sanguínea, promovendo
conseqüentemente, a descontração da
musculatura envolvida.
Através da massagem estimulam-se
mecanicamente os tecidos moles, o que
tem, entre outros, efeitos relaxantes ou
tonificantes por estimular receptores
nervosos musculares, tendinosos
articulares e cutâneos (Santos, 2002).
* As massagens foram aplicadas
sobre a região dos vincos, através do
uso do vibrador, do massageador facial e
da manipulação da região oral e perioral,
visando relaxar essa musculatura e
desmanchar esse vincos existentes. Os
músculos da expressão facial abordados
foram: orbicular da boca, risório,
levantador do lábio superior, levantador
do lábio superior e da asa do nariz,
nasal, depressor do lábio inferior,
depressor do ângulo da boca, mentalis e
platisma.
Exemplos:
- Alavanca: com os dedos
indicador, médio, anelar e mínimo
massagear de cima para baixo a região do
lábio superior com uma certa pressão,
estando o polegar apoiado sob a
mandíbula. Realizar esse deslizamento
por cinco tempos, lentamente, e observar
a descontração. Repetir. Em seguida
compensar lábio inferior, massagendo de
baixo para cima.
- Deslizar vibrador na região do
lábio superior no sentido de cima para
baixo e depois compensar o lábio
inferior no sentido contrário. Manter
vibrador no sentido vertical sobre o
sulco nasolabial direito e
posteriormente sobre o esquerdo.
Repetir. Perceber alívio.
O alongamento muscular permite
que o músculo recupere seu comprimento
necessário para manter-se em equilíbrio,
garantindo sua integridade e função (Gashu
et al.,2001).
* Os alongamentos da musculatura
da expressão facial visaram ampliar a
extensão de suas fibras e conseqüente
diminuição de sua hiper-contração. O
aparecimento das pregas ou rugas
geralmente costuma ser perpendicular à
direção das fibras dos músculos da
expressão facial que as geram através de
suas contrações repetidas. Esse
procedimento, portanto, é feito sobre as
fibras e não sobre os vincos. Foi dada
ênfase aos músculos orbicular da boca,
risório, zigomático maior e menor,
levantador do lábio superior, levantador
do lábio superior e da asa do nariz,
levantador do ângulo da boca.
Exemplos:
- Alongamento circular sobre o
orbicular da boca. Inicia-se na região
do filtro no sentido horário
,repetindo-se o giro três vezes. Repetir
no sentido anti-horário. Sentir a
descontração.
- Alongar as fibras dos músculos
zigomático maior e menor com ambas as
mãos do centro da bochecha esquerda, por
exemplo, em direção à boca (mão direita)
e canto dos olhos (mão esquerda).
Perceber o alongamento.
*Alguns movimentos
tradicionalmente utilizados na terapia
miofuncional foram parcialmente
modificados no sentido de gerarem também
relaxamento e alongamento da musculatura
orofacial.
Exemplos:
- Ao tentar produzir ”boca de
velha” alongar lábio superior para baixo
e lábio inferior para cima, manter o
alongamento por três tempos e no final
produzir um pequeno estalo (que é o
menos importante). Sentir o alívio
gerado. Repetir.
- Alongando lábio superior para
baixo, tentar varrer esse mesmo lábio,
de cima para baixo, com os dentes
inferiores repetidas vezes (não é
preciso tocar lábios com os dentes, o
importante é o movimento), bem devagar.
Perceber a sensação. Repetir.
- Dissociação de movimentos:
levantar e abaixar a língua dentro da
boca sem gerar nenhum outro movimento
facial. Repetir, lateralizando a língua.
Todos esses procedimentos e
movimentos foram abordados de forma
paralela ao reequilíbrio miofuncional.
Para Marchesan (1983), o trabalho com
massagem pode ser utilizado, desde que
haja concomitantemente tentativas de uso
daquela estrutura trabalhada.
Em outras palavras, o uso
adequado das funções estomatognáticas
dará condições para que as estruturas
envolvidas consigam funcionar e se
manter em equilíbrio (Franco, 1998).
Dando continuidade ao processo,
foram trabalhadas as funções da
mastigação, deglutição e fonação com os
seguintes objetivos:
- Reequilibrar a mastigação,
procurando levar a paciente a fazer uso
de ambos os lados, alternadamente, com
movimentos de rotação e maior amplitude
de uso. Esse treino foi realizado com
damasco por ser um alimento seco, duro e
fibroso, que exerce um bom estímulo para
o aprendizado da mastigação. Acredita-se
que esse trabalho leva a uma ginástica
fisiológica que normaliza a musculatura
envolvida.
Uma vez aprendida, a mastigação
deve ser conservada pois seu treino
constante passa a ser o responsável por
uma mecânica mastigatória madura e pelo
equilíbrio do sistema estomatognático
(Franco, 1998).
- Reequilibrar a deglutição,
procurando demonstrar à paciente e
levá-la a perceber que ao deglutir com
sua postura individual de língua
(dependente de suas características
anatômicas) dentro do espaço intraoral,
os movimentos e a força são apenas
internos e a musculatura perioral
permanece em repouso, sem necessidade de
mecanismos compensatórios. Desta forma,
obteve-se como resultante uma
descontração dessa musculatura que
anteriormente era usada de forma intensa
e repetitiva. Esse alívio, em seguida,
“se apresentou” como uma suavização dos
vincos de expressão. O treino da
deglutição foi realizado na frente do
espelho com água e com a deglutição
final da mastigação do damasco.
- Reequilibrar a fonação,
através da revisão do ponto e modo de
articulação de cada fonema e através da
suavização do uso dos movimentos da
expressão facial durante a fala.
Procurou-se também eliminar os vícios de
expressão usados durante a manutenção de
uma conversa.
As funções mais importantes dos
músculos da expressão da expressão
facial relacionam-se com a alimentação,
mastigação, fonação e piscar de olhos.
Suas contrações produzem na face
variações na forma de pregas e sulcos da
pele que alteram a fisionomia e
exteriorizam os sentimentos das pessoas.
São as manifestações faciais das
alterações do comportamento, a expressão
das emoções. Esses músculos movem-se
comandados tanto por uma via motora
involuntária (programas motores não
conscientes) como por uma via motora
voluntária (programas motores
conscientes). Assim, a expressão pode
ser involuntária, natural e espontânea
(mímica facial) mas também voluntária
(chamada de expressão facial: termo
usado para a comunicação volitiva; a
especificação de algo para melhor
fazê-lo entendido) (Madeira, 2001).
Desta forma, é possível dosar
uso e contração, diminuindo exageros
desnecessários e buscando um
funcionamento mais natural e um
equilíbrio que não sobrecarregue, em
demasia e desnecessariamente, a
musculatura da expressão facial.
Todas as sessões foram
registradas em fichas e entregues à
paciente com a orientação de realizar
todos “os procedimentos apresentados” em
seu dia-a-dia. Solicitou-se também uma
observação constante de sua maneira de
mastigar, deglutir e falar numa
tentativa de controle, em seu cotidiano,
do novo padrão alcançado em terapia.
Após cinco sessões, de uma vez
por semana, a evolução do caso foi
esteticamente perceptível. Além de se
alcançar o objetivo geral proposto de
relaxar a musculatura dos terços médio e
inferior da face, observou-se uma
diminuição significativa das marcas de
expressão e dos sulcos vincados ao redor
da boca, proporcionando ao rosto da
paciente um aspecto mais suave e
harmonioso. Esses resultados foram
notados também pela dermatologista que
verificou estar a paciente sem os
cordões causados pela aplicação do ácido
hialurônico, contraindo menos a
musculatura e com menos rugas funcionais
e em repouso. A paciente referiu
sentir-se aliviada como se antes
deslocasse toda sua tensão corporal para
essa região. Sua satisfação deveu-se
também ao fato de estar consciente das
mudanças na sua postura e nas funções da
mastigação (uso bilateral), deglutição
(eliminação de movimentos associados e
normalização do uso do orbicular da
boca) e fonação (readaptação de ponto e
modo articulatórios somados à suavização
da expressão facial durante a fala).
Finalizado o tratamento
fonoaudiológico, a paciente foi
acompanhada por aproximadamente um ano e
durante esse período não foi necessário
realizar nenhum novo procedimento
dermatológico na região perioral. Após
um ano e meio a dermatologista realizou
novamente um preenchimento de ácido
hialurônico, desta vez com sucesso e em
menos locais, uma vez que os resultados
do tratamento fonoaudiológico se
mantiveram até esse período.
DISCUSSÃO
Através deste caso percebemos a
existência de um estreito relacionamento
entre as marcas e vincos de expressão e
o uso que se faz ao longo do tempo da
musculatura orofacial. A tração
repetitiva dos músculos da face durante
a expressão facial e a realização das
funções estomatognáticas pode gerar e
aprofundar esses vincos, que com o
passar do tempo transformam-se em rugas.
Por um lado têm-se as contrações
sucessivas dos músculos da expressão
facial durante as alterações de
fisionomia e exteriorização dos
sentimentos dos indivíduos, produzindo
depressões na forma de linha ou fossa
que com o avanço da idade gravam-se
definitivamente na face (Madeira, 1998).
Por outro lado os movimentos repetitivos
realizados pelos indivíduos durante a
realização das funções estomatognáticas
podem ser determinantes no aparecimento
desses vincos de expressão. Quando essas
funções estão em equilíbrio, a repetição
desses movimentos pode ser inofensiva,
por determinado tempo, gerando apenas
rugas transitórias. Porém quando
realizados de maneira inadequada, por
muito tempo e com uso abusivo da
musculatura, esses movimentos podem
esculpir precocemente as chamadas marcas
ou rugas de expressão definitivas.
É importante explicitar que as
rugas de expressão além de serem
resultantes do uso e contração exagerada
da musculatura orofacial também estão
sob influência direta do processo
natural do envelhecimento, que deve ser
levado em consideração tanto na
avaliação como durante todo o
tratamento. Segundo Perricone (2001) e
Macedo (1998), esse envelhecimento é
altamente influenciado por fatores como:
exposição solar; fumo ou fumaça de
cigarro; toxinas ambientais; alimentação
inadequada (carente sobretudo de
vitaminas A, C, E e ácido fólico) e com
alto teor de gordura/sal; pouca
hidratação; consumo excessivo de álcool;
situações de estresse; privação de sono;
cosméticos agressivos e outros. Estes
fatores devem fazer parte do conjunto de
orientações passadas ao paciente.
TRABALHO CONJUNTO PREVENTIVO
Diante de tais constatações,
iniciou-se um trabalho conjunto
preventivo que tem como objetivo a
diminuição de rugas pré-existentes. Esse
trabalho pode ser empregado tanto em
indivíduos que desejam prevenir rugas,
como por aqueles que já enfrentam o
problema. Os pacientes que estão em
tratamento estético dermatológico na
face e apresentam características
semelhantes às citadas neste relato (ou
seja, rugas ao redor da boca) são
avaliados pela fonoaudióloga e se
necessário inicia-se um plano
terapêutico. A terapia fonoaudiológica é
individualizada e o planejamento
respeita as necessidades específicas de
cada indivíduo (relacionamento entre
funções estomatognáticas, expressão
facial e as marcas do tempo), bem como
as limitações originárias do binômio
forma–função. A terapêutica miofuncional
leva em conta o relacionamento entre
vincos/rugas, desequilíbrios orais,
tensões, movimentos exagerados e
dinâmica das expressões.
O processo terapêutico é breve e
em geral após 10 sessões, uma vez que
todas as modificações são vivenciadas e
incorporadas ao seu cotidiano, as
pacientes, que são ativas no tratamento,
tomam para si a responsabilidade por
cuidar de sua nova aparência. De acordo
com Fiore (apud Felício, 1994, p. 62) “o
homem não pode libertar-se se ele não
protagoniza sua história, se não toma a
sua existência em suas mãos”.
No geral tem-se observado que
após o tratamento fonoaudiológico os
pacientes que, nessa experiência sempre
foram do sexo feminino, referem:
- Alívio e suavidade
significativa na região que contorna a
boca, como se antes tencionassem
inconscientemente e de maneira exagerada
essa região.
- Nova harmonia em sua forma de
mastigar, engolir, repousar a boca e até
mesmo falar.
- Eliminação ou suavização das
marcas/vincos de expressão dando ao
rosto um aspecto mais harmonioso,
fisionomia descansada, pele mais
tonificada pela maior circulação
sanguínea e expressão mais suave.
Percebeu-se que ao se
reequilibrar as funções com conseqüente
suavização no uso da musculatura
orofacial, colabora-se no controle do
aparecimento e aprofundamento dessas
rugas de expressão indesejáveis.
Observa-se através das visitas
de controle que as pacientes retornam
com o mesmo aspecto que na sessão da
alta ou ainda melhores. Isso demonstra
que os resultados se mantêm.
Desta forma, o trabalho do
fonoaudiólogo, somado às condutas
dermatológicas, têm beneficiado de
maneira ímpar as pacientes, que buscam
um tratamento estético na região
orofacial.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É importante retomar, conforme
já foi mencionado no início deste
artigo, que quando a busca é pela
beleza, estética e antienvelhecimento,
todos os esforços são válidos. No caso
aqui descrito como em todos que se
seguiram, as pacientes demonstram
extrema força de vontade e determinação
na realização do trabalho, o que
colabora diretamente no sucesso e
rapidez do processo terapêutico. Assim
sendo, a modificação de antigos hábitos
tão internalizados torna-se mais rápida
e eficiente, sendo referida pelas
pacientes uma grande satisfação.
Como bem coloca Madeira (2001),
a face atrai nossa atenção desde que
somos bebês e continua a nos fascinar
por toda a vida. É natural, portanto,
que nela se concentrem os maiores
esforços de promoção e conservação de
sua estética e beleza.
A Fonoaudiologia é uma ciência
que, a cada momento, conquista novos
campos de trabalho, beneficiando os
indivíduos ao prevenir e tratar suas
necessidades individuais.
Acredita-se que mais estudos e
pesquisas se fazem necessários para
consolidar os achados e conclusões deste
artigo, bem como responder a novas
indagações. Mas fica evidente que se
iniciou mais uma nova área de atuação no
âmbito fonoaudiológico, a Fonoaudiologia
e Estética Facial. |
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Portal Unimeds |
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Ginástica facial combate rugas e
flacidez
É incomum pensarmos
em nosso rosto como uma região cheia de
músculos a serem exercitados, pois às
vezes dá-se mais valor ao tórax, braços
e pernas, do que para a região que, com
efeito, é a que mais se expõe em nosso
corpo. A ginástica facial é uma aliada
na redução de rugas e marcas de
expressão, mas como tudo na vida, é
preciso moderação.
Surgida especialmente como uma
alternativa de terapia para portadores
de paralisia no rosto, a ginástica
facial estimula a circulação sangüínea,
o que faz com que as células recebam
mais nutrientes e a pele fique mais
firme e elástica. Mas é fundamental que
os exercícios sejam orientados por um
profissional.
De acordo com reportagem da Folha de São
Paulo, a dermatologista Denise Steiner,
diretora da Sociedade Brasileira de
Dermatologia em São Paulo, alerta para o
fato de que movimentos errados podem
sobrecarregar os músculos da testa e
acentuar ainda mais os sinais de
expressão. Distúrbios das articulações
temporomandiculares constituem outro
risco.
Antes de iniciar um trabalho para
corrigir a simetria facial, segundo a
fonoaudióloga Vera Mendes, citada na
reportagem, é preciso conhecer os
hábitos do indivíduo e suas funções
básicas, como mastigação, respiração,
deglutição e fala. Quem concentra muita
tensão na testa, por exemplo, terá de se
submeter primeiro a um relaxamento,
seguido de tonificação da região, para
depois começar os exercícios faciais.
O tratamento dura em média três meses e
demanda disciplina para incorporar as
novas atividades na rotina diária a fim
de que os resultados permaneçam. Em
geral, durante as sessões há massagem
com acupressão (pressão em determinados
pontos energéticos) e drenagem
linfática, para ajudar na sensibilização
dos músculos do rosto. As áreas
trabalhadas são as do queixo, do
pescoço, da boca, do nariz, das maçãs do
rosto, dos olhos, das têmporas e da
testa.
Em até três meses, os especialistas
garantem que há um resgate da linha dos
olhos, das sobrancelhas, dos lábios, das
bochechas e do contorno do rosto. A pele
também passa por uma regeneração
celular. Para Steiner, os melhores
resultados ocorrem na região das
bochechas e do pescoço, mas variam de
acordo com a genética e o biotipo.
Como acontece com o resto do corpo, o
resultado dos exercícios faciais serão
melhores se for adotada uma dieta com
alimentos que nutrem os músculos, como
os que contêm vitaminas C e E. Para quem
está fazendo dieta, é importante que os
exercícios faciais sejam feitos
simultaneamente à perda de peso para que
a musculatura não fique flácida. Nos
casos em que a flacidez da pele já
aconteceu, os exercícios na face vão
ajudar na vascularização das fibras
musculares. |
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Fonte:
(Portal Unimeds com
informações da Folha de S. Paulo) |
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Jornal Gazeta do
Cambuí (01/12/06) |
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Enfrentando os "enta"...
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Não é só a cirurgia
plástica que resolve os problemas
estéticos tão comuns depois dos "enta"
(40, 50 anos...). A fonoaudióloga
Patrícia Faro confirma: em conjunto com
a odontologia, a fono proporciona uma
aparência mais jovem, e isso já virou
mania entre os adeptos de recursos mais
naturais. Quem não quer enfrentar o
bisturi para corrigir pálpebras caídas,
sulcos ao lado da boca, bochechas
flácidas e queixo duplo (a famosa
papada), recorre aos exercícios. As
"caretinhas" são milagrosas! |
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Conselho Federal de
Fonoaudiologia |
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São Paulo, quinta-feira, 30 de
setembro de 2004
Telemarketing também
é opção, tanto para cuidar da voz de atendentes
quanto para formatar abordagem
Fono ajuda até em estética
facial
FÁBIO TAKAHASHI
DA
REPORTAGEM LOCAL
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Rugas, marcas de expressão, estética
facial. Esses termos, geralmente
relacionados à cirurgia plástica, também
fazem parte do cotidiano de
fonoaudiólogos.
Trata-se de um campo no qual a carreira
entrou há cerca de cinco anos no Brasil:
o tratamento estético. Exercícios antes
usados para ajudar pessoas com problemas
para falar ou para mastigar, agora, são
aplicados para suavizar marcas de
expressão no rosto.
"Claro que os exercícios não substituem
o Botox. Apenas suavizam essas marcas",
afirma Esther Bianchini, especialista em
motricidade (contração muscular) oral e
professora-assistente da Faculdade de
Ciências Médicas da Santa Casa de São
Paulo.
O novo campo ainda se encontra "em
estágio inicial", de acordo com Ana Léia
Safro Berenstein, diretora do Conselho
Regional de Fonoaudiologia (SP). Ela diz
que essa atividade também não está "bem
delimitada", já que pode coincidir com a
atuação de outros profissionais,
principalmente com a dos cirurgiões
plásticos.
Mas esse é apenas um exemplo de atuação
do fonoaudiólogo. Um setor que se
destaca são as empresas de telemarketing.
"É um mercado que cresceu muito", diz
Berenstein. Ela afirma que há duas
possibilidades nesse setor. A primeira é
cuidar da saúde vocal dos atendentes; a
segunda é estabelecer um formato de
abordagem que atraia melhor o cliente
-ação ligada à linguagem.
Contato
A vestibulanda Thais Rodrigues Talarico,
19, busca neste ano vaga em
fonoaudiologia na USP e na Unifesp.
"Quero ajudar pessoas com problemas",
afirma.
Thais tem boas chances de se sentir bem
na carreira -o perfil dela é o mesmo que
Clara Regina Ávila, coordenadora do
curso da Unifesp (Universidade Federal
de São Paulo), traça para o profissional
ideal.
"O fonoaudiólogo precisa gostar de
acompanhar o desenvolvimento das
pessoas. De bebês a idosos", explica
Ávila.
"Não é à toa que há no currículo
disciplinas como sociologia [relações
entre pessoas que vivem em uma
comunidade] e antropologia [estudo sobre
o ser humano]", aponta Katia de Almeida,
coordenadora do curso da Faculdade de
Ciências Médicas da Santa Casa de São
Paulo.
Outro aspecto importante na profissão,
de acordo com a coordenadora da Unifesp,
é saber "pensar multidisciplinarmente".
"A pessoa vai ter de trabalhar com
profissionais de outras áreas, como
médicos, dentistas e psicólogos",
afirma.
Estágio
De acordo com a coordenadora do curso da
Santa Casa, o primeiro ano é focado em
disciplinas da área biológica, que são
comuns aos cursos relacionados à saúde,
como medicina.
A partir do segundo ano, começam a
prevalecer as matérias diretamente
ligadas à atividade do fonoaudiólogo. O
quarto -e último- ano é praticamente
inteiro dedicado a estágios.
Dificilmente o aluno irá parar os
estudos por aí. "Hoje a graduação não é
mais suficiente, qualquer que seja o
curso", afirma Berenstein, diretora do
conselho regional. "É recomendável que o
estudante procure uma pós-graduação",
completa.
"Nós damos uma formação mais
generalista. Depois da faculdade, é bom
que o aluno opte por uma
especialização", diz Almeida, da Santa
Casa.
Problemas
De acordo com Ávila, coordenadora do
curso da Unifesp, a maior dificuldade
para o fonoaudiólogo é a escassez de
vagas no serviço público.
"Principalmente porque nem todo mundo
tem dinheiro para fazer um tratamento
particular."
Berenstein, do conselho regional, aponta
um atenuante para a dificuldade. "Fora
dos grandes centros, há muita oferta de
emprego", diz. De acordo com ela, há 39
mil fonoaudiólogos no país; 10 mil só em
São Paulo.
Políticos viram público-alvo a cada dois
anos
DA REPORTAGEM LOCAL
De dois em dois anos, os fonoaudiólogos
ganham uma clientela diferente: os
políticos -tanto nas eleições municipais
como nas estaduais e federais.
"Eles buscam agüentar o tranco", diz
Marta de Andrade e Silva, fonoaudióloga
especialista em voz. "Tem político que
chega a fazer 18 horas de campanha em um
dia. Alguns ficam sem voz em comícios ou
gravações de comerciais."
Silva diz que os candidatos só a
procuram em anos eleitorais. Neste ano,
ela atendeu a sete políticos -os nomes
não podem ser revelados devido ao código
de ética da profissão.
A recomendação aos candidatos é que
façam exercícios de aquecimento da voz,
hidratem as cordas vocais e preservem os
horários de alimentação e de sono. |
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Revista VIV |
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Depoimento de Ala Szherman:
As cirurgias
estéticas trazem benefícios
extraordinários, o que não diminui a
importância de se trabalhar a
musculatura do corpo e do rosto.
A definição muscular é que faz o corpo e
rosto das pessoas. Não adianta fazer
plástica se o suporte não está bom. |
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Revista VEJA |
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Lucília Diniz, aos 40 anos,
decidiu que, dos seus 120 quilos, conseguiria chegar
aos 60 quilos atuais.
Este processo durou três anos e, além de cirurgias
plásticas, adotou hábitos de vida saudáveis que vão
desde os cuidados com o corpo até os exercícios
diários para o rosto, incluindo até mesmo um halter
labial e outro para tonificar as bochechas. |
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Revista UMA |
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Você quer emagrecer? Mastigue
bem os alimentos antes de engolir. O seu rosto e o
seu estômago agradecem. |
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Revista VEJA |
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A rainha egípcia Nefertiti, que
viveu quatorze séculos antes de Cristo, amparava sua
beleza no equilíbrio das formas.
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Uma das maneiras
deste equilíbrio ser alcançado é através
da mastigação, da deglutição e do
equilíbrio das forças musculares da face
e pescoço.
complemento da Fga. Patrícia Faro |
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